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Falta de vitamina D durante o período de gestação é fator de alto risco para o Autismo

postado em 16 de out. de 2019 05:04 por Tiago Morandi

Há um emaranhado de fatores de risco para O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que prejudica a capacidade de interação e comunicação. Entre as condições potencialmente determinantes estão aspectos genéticos e não genéticos – como infecções, complicações obstétricas e nutrição, que, durante a gestação, são fatores para TEA.


Alvo de crescente interesse nos últimos anos, o tema estimula pesquisas que reforçam que casos de autismo são mais predominantes quando taxas de vitamina D da gestante são baixas.

O que já sabemos é que há maior risco para parto prematuro e para a hipertensão durante a gravidez em mães cujos organismos são pobres em relação a essa substância, observa José Mendes Aldrighi, professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Mencionando um estudo publicado em congresso da Faculdade Real de Psiquiatria do Reino Unido, em 2017, Aldrighi cita que os pesquisadores constataram uma associação entre baixas taxas de vitamina D nas mães, em um período entre 18 e 25 semanas de gestação, e o diagnóstico de autismo para essas crianças quando estavam entre 6 e 9 anos.

Todos os médicos que fazem pré-natal devem saber dessa possibilidade e precisam estar atentos à recomendação da suplementação de vitamina D”, analisa o ginecologista, lembrando que não encontramos quantias suficientes da substância na alimentação cotidiana e que o uso de filtro solar, necessário para a prevenção do câncer de pele, também prejudica a produção da vitamina D. Dessa maneira, “a suplementação é indispensável”.

Prevalência

Dados: Estima-se que exista hoje um caso de autismo em cada 110 pessoas nos Estados Unidos. Dessa forma, o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possui cerca de 2 milhões de autistas.

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