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A importância dos exames ginecológicos

postado em 3 de jul de 2017 04:36 por Tiago Morandi   [ 3 de jul de 2017 04:42 atualizado‎(s)‎ ]

Consultas podem começar ainda na infância, mas devem se tornar regular a partir da adolescência

A realização de exames ginecológicos é de extrema importância para a saúde feminina. Seja como prevenção contra determinadas doenças ou para controle de natalidade, a rotina de ir ao consultório médico deve fazer parte da vida de toda mulher, ao longo de sua vida. Além das eventuais necessidades que, ocasionalmente, levam uma paciente a marcar uma consulta, a periodicidade com que cada exame ginecológico deve ser feito relaciona-se, diretamente, às fases de sua vida.



Como algumas doenças são mais comuns em determinadas faixas etárias, o tipo de exame deve ser direcionado pelo médico”, explica os profissionais ginecológicos, segundo eles a ida ao ginecologista pode ter início ainda na infância, caso surjam problemas como sangramento transvaginal, corrimento vaginal, puberdade precoce entre outros. “Esses sinais não devem ser ignorados, uma vez que podem ser sintomas de alguma patologia”, alerta.

Já a adolescência – momento em que a mulher vive a transição entre a infância e a vida adulta – é uma fase na qual é de extrema importância que a menina seja introduzida à rotina de consultas com o médico ginecologista. A vinda da primeira menstruação, por exemplo, pode vir acompanhada de sintomas como cólicas menstruais, que podem ser decorrentes de tais mudanças fisiológicas ou ser o indício de problemas como a endometriose. E a irregularidade menstrual, por sua vez, pode ser ocasionada pela imaturidade do aparelho reprodutor feminino ou da síndrome de ovário policístico.

Além dos diversos exames laboratoriais (sangue, fezes e urina), comumente realizados em qualquer idade, a ecografia pélvica abdominal, que é mais indicada para meninas virgens, e a transvaginal são imprescindíveis para auxílio do acompanhamento ginecológico das adolescentes. Ambos os procedimentos devem ser realizados de acordo com a necessidade e, em qualquer idade, para controle de menstruação irregular, massa abdominal, sangramento vaginal na infância e dor pélvica abdominal.

Na vida adulta, que compreende o intervalo entre as fases jovem e tardia, além dos exames de rotina, eventuais sinais de anormalidade exigem que a mulher faça de sua ida ao ginecologista um hábito ainda mais freqüente. “Na juventude é comum o aparecimento de problemas gerais como transtorno pré-menstrual (TPM), disfunções na área da sexualidade, como falta de orgasmo, cistos de ovário, cistos mamários, irregularidade menstrual, dor nos seios, corrimento e dificuldade de engravidar. Esses casos devem ser acompanhados pelo ginecologista, que indicará e ministrará o tratamento adequado, afirmam.

A chamada fase tardia marca a vida da mulher, sobretudo, devido à menopausa, que é o período fisiológico caracterizado pelo encerramento dos ciclos menstruais e ovulatórios da mulher, com a interrupção da menstruação por um ano ou mais.  Nessa etapa, que, geralmente, ocorre entre os 40 e os 55 anos, é comum o aparecimento de sintomas como ondas de calor, diminuição da libido, secura vaginal e doenças correlatas, a exemplo de tendência a osteoporose e aterosclerose.

Câncer

De acordo como o Ministério da Saúde, ao menos uma vez por ano a mulher com vida sexual ativa deve realizar o exame de Papanicolau, para prevenção de câncer de colo uterino. Se, com essa frequência, a paciente tiver diagnósticos normais, consecutivos, o exame pode ser realizado a cada dois anos. A exceção seria para as pacientes de maior risco, com a presença de HPV, por exemplo, onde a avaliação deve ser semestral.

 


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