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Acidente ocular de trabalho

postado em 22 de ago de 2018 10:53 por Tiago Morandi

Queimaduras, contusões, presença de corpo estranho, perfuração do globo ocular, conjuntivite alérgica e a síndrome da visão do computador. Esses são considerados os seis maiores acidentes oculares mais comuns no trabalho.


No Brasil, os acidentes oculares de trabalho cresceram 51% em dois anos. 

 

É importante lembrar que a visão é responsável por 85% da integração do homem com o meio ambiente, por isso requer muito cuidado e atenção. Mas, não é o que acontece. Segundo relatórios da Previdência Social, o número de trauma ocular dobrou no Brasil entre os anos de 2008 e 2010 – de 2,3 mil para 4,7 mil!

 

A prevenção e os cuidados no dia a dia no trabalho devem ser observados e cumpridos, segundo regras de segurança estabelecidas nas empresas e recomendações dos profissionais de saúde. Os cuidados são de acordo com o serviço executado.

 

“O olho é a quinta parte do corpo mais atingida pelos acidentes de trabalho. Cerca de 4% das lesões, contra a incidência de 4,3% de ferimentos no joelho, 8,6% nos pés (exceto artelhos), 8,7% nas mãos (exceto dedos e punho) e 30,4% nos dedos.”

 

Especialistas apontam que o uso de óculos de proteção adequados tem potencial em diminuir 90% os acidentes oculares. Sendo assim, há grande responsabilidade por parte das em - presas de informar sobre o uso correto deste equipamento e desenvolver, se for necessário, campanhas para prestar mais esclarecimentos sobre o assunto; tanto para o funcionário quanto para seus gestores.

 

Check list para segurança dos olhos

 

Trata-se de uma avaliação feita no trabalhador que já apresenta problema visual (casos de miopia ou hipermetropia), para que os óculos de proteção sejam ajustados a cada necessidade.

 

Essa lista foi montada a partir de um estudo realizado por um órgão do governo americano para normas de segurança do trabalho, o NIOSH, que contempla: criar um ambiente de segurança no trabalho, avaliar os riscos, providenciar o EPI (Equipamentos de Proteção Individual) ocular adequado, usar boas práticas de segurança, providenciar recursos para primeiros socorros e dispor de uma pia para lavar os olhos e aplicar solução estéril nas mãos. Existe outro risco, que os trabalhadores e as empresas precisam observar, que é a infecção por exposição ocular.

 

As doenças chamadas infecciosas são transmitidas por meio da mucosa dos olhos, por exposição direta, como: respingos de sangue e partículas de salivas por tosse ou secção.

“Evite tocar os olhos quando estiver manuseando produtos contaminados, tanto com os dedos quanto com outros objetos.”

 

Os riscos são por conta de infecções simples na conjuntiva ou uma contaminação mais grave, como o HIV, vírus da hepatite ou alguns tipos de influenza.

 

Dedicamos essa matéria para falar da importância da prevenção, mas também é importante informar as medidas a serem tomadas em casos de primeiros socorros oculares:

▪ Em casos de queimaduras químicas: lavar os olhos com água limpa em abundância;

▪ SOMENTE UM PROFISSIONAL habilitado pode usar colírio anestésico, no caso, durante o exame do olho acidentado;

▪ EVITAR comprimir o globo ocular até que haja um diagnóstico;

▪ Antes de tudo, e para ajudar a proteger a saúde dos olhos, as mãos devem estar devida - mente higienizadas;

▪ O curativo provisório é importante em casos de lesão ou perfuração no local. Deve-se fazer uma bandagem no olho afetado, fazendo com que a região fique protegida sem compressão ocular;

▪ NÃO tente retirar qualquer corpo estranho e nem toque em uma possível perfuração;

▪ NÃO coçar os olhos é indispensável em todas as situações, para não piorar o problema. Inclusive nos casos de queimadura química, pois pode espalhar o componente e conta - minar o outro olho. No caso de lesão, coçar o olho pode deixar o caso ainda mais grave; se tiver alguma partícula, coçar o olho pode arranhar;

▪ De forma geral, em caso de acidentes oculares a busca por um atendimento médico é indispensável! Após os primeiros socorros, o próximo passo, necessariamente, é buscar por um especialista;

▪ NÃO se automedique e nem deixe o tempo passar para ver qual será a reação, pois correrá o risco de perder a visão ou adquirir uma infecção generalizada!

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