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Cigarro e a Visão - Malefícios que podem levar a Cegueira.

postado em 21 de set de 2018 07:09 por Tiago Morandi   [ 21 de set de 2018 07:10 atualizado‎(s)‎ ]

Muitos dos malefícios do cigarro já são conhecidos e amplamente divulgados, porém, é importante ressaltar as consequências que o uso do cigarro traz para a visão.


Ao fumar, centenas de substâncias tóxicas são lançadas para dentro do nosso organismo, chegam até os pulmões, percorrem as correntes sanguíneas e assim afetam o funcionamento de todo o sistema, incluindo os olhos, uma das áreas mais sensíveis de nosso corpo. 

E uma das primeiras doenças oculares que normalmente surgem em fumantes é a catarata, causada pela opacificação da lente natural do olho – cientificamente chamado de cristalino, que inclusive já falamos aqui no blog.

Alguns de seus sintomas são: diplopia (quando uma pessoa vê duas imagens onde deveria ver apenas uma), diminuição da percepção das cores e perda da visão noturna. Em pessoas fumantes, há uma incidência 40% maior desses problemas, pois o tabaco é responsável exatamente pela diminuição da irrigação do globo ocular.

Mas não para por aí

Fumantes podem ter problemas com a visão mesmo depois de 15 a 20 anos após parar de fumar. A fumaça do cigarro é um irritante que piora os sintomas de olho seco e o tabaco afeta a circulação sanguínea, diminui a quantidade de antioxidantes no sangue e prejudica a visão podendo chegar a degeneração macular e da retina, levando à perda da visão central e podendo resultar em cegueira.

Os primeiros quadros desse problema são: fotossensibilidade, visão desfocada, alteração na percepção de linhas e alteração nos sentidos de distâncias e alturas. Quando esta patologia avança, existe uma perda completa da visão e a cegueira.

Além de prejudicar o interior dos olhos, fumar afeta também o cristalino externo, dando uma aparência amarelada e provocando o surgimento de “bolsas” escuras nas pálpebras, estas causadas também pela perda de qualidade do sono e acúmulo de substâncias tóxicas. 

O tabaco danifica a transparência do globo ocular e olhos amarelados refletem também problemas causados pelo cigarro no pâncreas e fígado. Procure consultar seu oftalmologista com frequência e esteja sempre alerta com a sua saúde ocular.

Obesidade faz mal à vista? Sim ou Não? - Confira:

postado em 18 de set de 2018 06:26 por Tiago Morandi

É só encarar um sanduíche saboroso e já ficamos com água na boca. Contudo, em nome da sua visão, resista e não ponha os olhos no cardápio de uma lanchonete. Deixe-os fixos nesta página com a seguinte notícia: sim, uma cintura avantajada pode favorecer o aparecimento de problemas oftalmológicos. 


Um exemplo recente disso vem da Universidade de Colônia, na Alemanha, onde 1 147 vítimas da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) foram comparadas a 1 773 pessoas livres dela. Após observar dados sobre a forma física dos voluntários, os pesquisadores revelaram que os obesos têm um risco 44% maior de sofrer com essa doença.

 “Mostramos que existem hábitos além do tabagismo capazes de estimular o desenvolvimento da DMRI”, diz o oftalmologista Sascha Fauser, autor do artigo.

O que é a degeneração macular relacionada à idade?

Resposta sem pestanejar: trata-se de uma degradação da mácula, a porção central da retina, que se traduz em uma mancha no meio do campo de visão. Agora, difícil é escrever uma frase que explique por que uma barriga saltada abre as portas para essa chateação, a principal causa de cegueira em sujeitos acima dos 50 anos. 

 “A obesidade comumente provoca alterações no metabolismo que podem danificar vasos sanguíneos, entre eles os que nutrem a mácula”, arrisca Rubens Belfort Neto, oftalmologista da Universidade Federal de sçao Paulo (Unifesp). 

A endocrinologista Cíntia Cercato, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (abeso), levanta outra hipótese: “O excesso de peso está associado a uma maior concentração dos chamados produtos de glicação avançada. E essas moléculas disparam reações que afetariam a retina”.

Diabetes tipo 2 e os problemas relacionados a visão

postado em 11 de set de 2018 04:39 por Tiago Morandi

Não cuidar dos níveis de glicose no sangue, por meio de medicação, dieta e exercícios físicos, pode, a longo prazo, trazer prejuízos também à visão do diabético tipo 2. E os números são alarmantes, já que cerca de 40% das pessoas que sofrem com a doença, desenvolveram alterações oftalmológicas.

Um dos sintomas mais comum do diabetes quando o assunto são os olhos é a visão turva. A quantidade excessiva de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino (lente do olho), o que faz mudar a sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco. Por isso, a visão embaçada. Quando o diabetes está controlado, a visão volta ao normal.

E os problemas podem envolver o glaucoma, a catarata e a retinopatia. De acordo com informações do site da Sociedade Americana de Diabetes, pessoas com diabetes tipo 2 são 40% mais propensas a sofrer de glaucoma do que aquelas sem a doença. Além disso, quanto mais tempo os níveis de açúcar no sangue estão descontrolados, maiores as chances de desenvolver o problema oftalmológico.

O descontrole do diabetes tipo 2 também pode afetar a retina que, a longo prazo, desencadeia a chamada retinopatia diabética e pode chegar a afetar a visão. A retina é a camada do olho que converte a luz em sinais elétricos. Esses sinais são enviados para o cérebro, que transforma-os nas imagens que vemos.

A retina precisa, constantemente, do fornecimento de sangue, recebido através de uma rede de vasos sanguíneos minúsculos. Ao longo do tempo, com o nível de açúcar sempre elevado no sangue, esses vasos sanguíneos podem ser prejudicados, passando por três etapas:

  • Retinopatia de fundo: minúsculas protuberâncias desenvolvem-se nos vasos sanguíneos, que podem sangrar um pouco, mas geralmente não afetam a visão.
  • Retinopatia pré-proliferativa: alterações mais graves nos vasos sanguíneos, incluindo sangramento mais significativa para o olho.
  • Retinopatia proliferativa: novos vasos sanguíneos são desenvolvidos na retina. Porém eles são fracos e sangram facilmente. Isso pode resultar na perda de visão.

O lado positivo é que, se o problema for detectado cedo, as chances da retinopatia agravar são quase nulas. Por isso, procure o seu médico caso perceba alguma mudança na sua visão. E, lembre-se sempre: com o diabetes controlado, a sua vida estará muito mais segura e saudável.



Como evitar a deficiência visual?

postado em 30 de ago de 2018 06:35 por Tiago Morandi

Os tipos de cegueiras existentes são: reversíveis – quando atingem a parte externa do olho, como a catarata  e irreversíveis – geralmente ocasionadas por doenças da retina ou glaucoma que, se não tratadas a tempo, lesam o nervo óptico .
 
Fonte: Revista Vejabem - A CBO em revista.

Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% das crianças com deficiência visual, no mundo, vivem em países em desenvolvimento ou muito pobres. Por trás dessa estatística há muita carência de atendimento e, consequentemente, a falta de um tratamento da saúde ocular adequado. Cuidados simples que começam no pré-natal e passam pelo diagnóstico precoce de problemas oftalmológicos após o nascimento poderiam re - duzir esse número. O mesmo órgão também aferiu que a cada ano, quase 500 mil crianças ficam cegas e cerca de 80% das causas de cegueira na infância são preveníveis ou tratáveis. No total de gastos com a cegueira, mundialmente falando, 30% são usa - dos nos cuidados com as crianças.

Segundo informações do IBGE (2010), um pouco mais de 500 mil pessoas não são capazes de enxergar (cegos) e 6 milhões de pessoas possuem baixa visão. Dentre a população adulta atingi - da, as principais causas de cegueira são: glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo óptico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI). 

Neste contexto é importante ressaltar que o exame oftalmológico, com um especialista, é imprescindível para evitar ou tratar problemas oculares. A OMS diz que 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados com ações efetivas de prevenção e/ou tratamento. Quando feita de forma adequada a avaliação oftalmológica ajuda na identificação de problemas visuais, o que possibilita o diagnóstico e a correta indicação do tratamento para garantia da saúde ocular. 

Muitas vezes, se tratando do olho, só vamos ao médico quando algum sintoma se manifesta ou se agrava. Só que as doenças dos olhos podem se manifestar em longo prazo, por isso é muito importante um controle periódico ou, dependendo do histórico, com frequência. Doenças como: hipertensão arterial, reumatismo e diabetes contribuem para o aparecimento de deficiências visuais. Cerca de 2,6% dos casos de cegueira no mundo podem ser atribuídos ao diabetes tipo 2!

No Brasil, aproximadamente, são 30 mil crianças cegas e 140 mil com baixa visão e as principais causas são: retinopatia da prematuridade (alteração no crescimento da retina) - catarata (alteração da trans - parência do cristalino) - toxoplasmose (alteração da transparência do vítreo pela inflamação) - glaucoma congênito (altera - ção da transparência da córnea) - atrofia óptica (perda das fibras do nervo óptico). 


Mitos e verdades sobre o glaucoma

postado em 30 de ago de 2018 05:47 por Tiago Morandi

Um grande complicador do glaucoma é não apresentar sintomas, em muitos casos, ficando oculto. Por isso, alertar sobre o assunto é sempre muito importante. O aumento da pressão intraocular é o principal fator de risco e, felizmente, a sua avaliação é parte da consulta de rotina. 

Fonte: Revista Vejabem - CBO em revista.


É importante buscar, sempre, um médico oftalmologista para examinar os olhos. Isso porque, mesmo que a consulta seja motivada pela suspeita de glaucoma, o especialista não fará somente a medida da pressão intraocular. O exame completo incluirá também a avaliação do fundo do olho para detecção de alterações no nervo óptico. 

Dependendo dos resultados anteriores, outros exames podem ser solicitados. O exame de campo visual é fundamental para avaliar a perda visual para o diagnóstico e para o acompanhamento do tratamento. Geralmente, o paciente só percebe o dano quando sua visão está bastante restrita. 

Para entender melhor a história natural da doença, selecionamos, para esta edição, alguns mitos e verdades que podem ajudar no diagnóstico precoce, visto que a informação é uma grande aliada no combate à doença. 

Se não for tratado adequadamente, o glaucoma pode levar à cegueira. 

VERDADE. Levando, inclusive, a cegueira total, quando não há tratamento adequado. Os casos são muitos devido à falta de procura por atendimento médico especializado. A partir do diagnóstico e do tratamento correto, a doença pode ser controlada. 

O paciente uma vez tratado estará curado do glaucoma. 

MITO. O tratamento do glaucoma objetiva o controle da pressão intraocular para controlar o avanço da doença. Podem ser colírios associados a medicamentos ou procedimentos cirúrgicos a laser. Em alguns casos, haverá necessidade de cirurgia quando o tratamento clínico não controla adequadamente a doença. A perda de campo visual é irreversível. A visão perdida por causa do glaucoma não é recuperada. 

O risco de sofrer com glaucoma aumenta com a idade. 

VERDADE. Inclusive a partir dos 40 anos, quando o paciente começa a usar óculos, é o período em que é muito importante procurar o especialista. Não usar óculos comprados em bancas nas ruas é imprescindível porque a questão não é só enxergar bem, mas detectar possíveis problemas oculares, muitas vezes, graves. Pessoas nessa idade, obrigatoriamente, precisam passar por uma consulta oftalmológica anualmente. 

Crianças podem ter glaucoma. 

VERDADE. Trata-se de um tipo específico: o glaucoma congênito. O recém-nascido, portador da doença, apresenta os olhos grandes e muito lacrimejantes. Esse é um caso grave que, se não tratada, leva à cegueira. 

A presença de familiares de primeiro grau com glaucoma aumenta em 7 vezes a chance de se desenvolver a doença. 

VERDADE. Por exemplo, o diabetes que afeta muito os olhos. Quanto mais descontrolada a glicemia, mas a pessoa terá alterações nos olhos. O diabético precisa tomar um cuidado redobrado.

Acidente ocular de trabalho

postado em 22 de ago de 2018 10:53 por Tiago Morandi

Queimaduras, contusões, presença de corpo estranho, perfuração do globo ocular, conjuntivite alérgica e a síndrome da visão do computador. Esses são considerados os seis maiores acidentes oculares mais comuns no trabalho.


No Brasil, os acidentes oculares de trabalho cresceram 51% em dois anos. 

 

É importante lembrar que a visão é responsável por 85% da integração do homem com o meio ambiente, por isso requer muito cuidado e atenção. Mas, não é o que acontece. Segundo relatórios da Previdência Social, o número de trauma ocular dobrou no Brasil entre os anos de 2008 e 2010 – de 2,3 mil para 4,7 mil!

 

A prevenção e os cuidados no dia a dia no trabalho devem ser observados e cumpridos, segundo regras de segurança estabelecidas nas empresas e recomendações dos profissionais de saúde. Os cuidados são de acordo com o serviço executado.

 

“O olho é a quinta parte do corpo mais atingida pelos acidentes de trabalho. Cerca de 4% das lesões, contra a incidência de 4,3% de ferimentos no joelho, 8,6% nos pés (exceto artelhos), 8,7% nas mãos (exceto dedos e punho) e 30,4% nos dedos.”

 

Especialistas apontam que o uso de óculos de proteção adequados tem potencial em diminuir 90% os acidentes oculares. Sendo assim, há grande responsabilidade por parte das em - presas de informar sobre o uso correto deste equipamento e desenvolver, se for necessário, campanhas para prestar mais esclarecimentos sobre o assunto; tanto para o funcionário quanto para seus gestores.

 

Check list para segurança dos olhos

 

Trata-se de uma avaliação feita no trabalhador que já apresenta problema visual (casos de miopia ou hipermetropia), para que os óculos de proteção sejam ajustados a cada necessidade.

 

Essa lista foi montada a partir de um estudo realizado por um órgão do governo americano para normas de segurança do trabalho, o NIOSH, que contempla: criar um ambiente de segurança no trabalho, avaliar os riscos, providenciar o EPI (Equipamentos de Proteção Individual) ocular adequado, usar boas práticas de segurança, providenciar recursos para primeiros socorros e dispor de uma pia para lavar os olhos e aplicar solução estéril nas mãos. Existe outro risco, que os trabalhadores e as empresas precisam observar, que é a infecção por exposição ocular.

 

As doenças chamadas infecciosas são transmitidas por meio da mucosa dos olhos, por exposição direta, como: respingos de sangue e partículas de salivas por tosse ou secção.

“Evite tocar os olhos quando estiver manuseando produtos contaminados, tanto com os dedos quanto com outros objetos.”

 

Os riscos são por conta de infecções simples na conjuntiva ou uma contaminação mais grave, como o HIV, vírus da hepatite ou alguns tipos de influenza.

 

Dedicamos essa matéria para falar da importância da prevenção, mas também é importante informar as medidas a serem tomadas em casos de primeiros socorros oculares:

▪ Em casos de queimaduras químicas: lavar os olhos com água limpa em abundância;

▪ SOMENTE UM PROFISSIONAL habilitado pode usar colírio anestésico, no caso, durante o exame do olho acidentado;

▪ EVITAR comprimir o globo ocular até que haja um diagnóstico;

▪ Antes de tudo, e para ajudar a proteger a saúde dos olhos, as mãos devem estar devida - mente higienizadas;

▪ O curativo provisório é importante em casos de lesão ou perfuração no local. Deve-se fazer uma bandagem no olho afetado, fazendo com que a região fique protegida sem compressão ocular;

▪ NÃO tente retirar qualquer corpo estranho e nem toque em uma possível perfuração;

▪ NÃO coçar os olhos é indispensável em todas as situações, para não piorar o problema. Inclusive nos casos de queimadura química, pois pode espalhar o componente e conta - minar o outro olho. No caso de lesão, coçar o olho pode deixar o caso ainda mais grave; se tiver alguma partícula, coçar o olho pode arranhar;

▪ De forma geral, em caso de acidentes oculares a busca por um atendimento médico é indispensável! Após os primeiros socorros, o próximo passo, necessariamente, é buscar por um especialista;

▪ NÃO se automedique e nem deixe o tempo passar para ver qual será a reação, pois correrá o risco de perder a visão ou adquirir uma infecção generalizada!

Quais são as principais causas da deficiência visual?

postado em 13 de ago de 2018 06:05 por Tiago Morandi

Leve, moderada, severa ou profunda. Essa é a classificação que corresponde à resposta relativa à visão de uma pessoa com deficiência visual, que tem perda total ou parcial da visão. A deficiência pode ser congênita ou adquirida e o nível de percepção do indivíduo pode variar entre a cegueira e a baixa visão ou visão subnormal.

Fonte: Revista Veja Bem

Segundo informações divulgadas no Portal da Oftalmologia, nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e doenças como a catarata. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas.

• Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita. 
• Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes. 

Um indivíduo é considerado cego quando perde a visão ou a capacidade de enxergar diminui, fazendo com que ele não veja quase nada e esteja impossibilitado de ler por meio da escrita, somente pelo sistema Braille. 

Já a baixa visão acontece quando há comprometimento no funcionamento visual, mesmo que a pessoa já tenha feito algum tipo de tratamento ou correção. Este indivíduo como baixa visão só consegue ler textos impressos quando são ampliados ou se usar recursos especiais (ópticos). 

Segundo a OMS, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. 
Fonte: Portal da Oftalmologia 

A identificação dos sinais característicos da deficiência visual vai variar de acordo com o perfil. 

• Na criança: desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. 
• No adulto: visão borrada súbita ou gradativamente. Nas duas situações: mancha branca nos olhos, dor, flashes, diminuição do campo de visão, podendo levar o indivíduo a esbarrar ou tropeçar em objetos estáticos. Irritações crônicas nos olhos, indicadas por olhos lacrimejantes, pálpebras avermelhadas, inchadas ou remelosas, náusea, dupla visão ou névoa durante ou após a leitura. 

Mas, ATENÇÃO! Em casos de suspeitas o oftalmologista deve ser procurado para fazer uma avaliação, para que seja feito um diagnóstico preciso e indicação do melhor tratamento com urgência! 

Você sabe como lidar com deficientes visuais?

postado em 13 de ago de 2018 05:34 por Tiago Morandi

E m muitas situações do cotidiano as pessoas se mostram despreparadas quando encontram, ou convivem, com pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Essa é uma reação normal. O convívio entre pessoas diferentes pode gerar um relacionamento mais natural entre indivíduos com e sem deficiência.
Fonte: Revista veja Bem.
 
Mas, qual o comportamento correto diante de uma pessoa deficiente visual?

Em primeiro lugar, é importante não tratar o deficiente como se ele não tivesse deficiência. Porque desta forma estaria subestimando as possibilidades e supervalorizando as dificuldades. 

Um outro ponto importante é entender que, atualmente, muitos são os caminhos que possibilitam e capacitam o deficiente a ser ativo e tomar suas próprias decisões, lhe conferindo autonomia. As pessoas têm necessidades diferentes e umas têm mais dificuldades de realizar algumas atividades, mas isso não indica ser melhor ou pior do que uma pessoa que não tenha deficiência.

Pessoas cegas ou com deficiência visual:

  • Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
  • Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
  • Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros (“uns vinte metros à sua frente”).
  • Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
  • Ao responder uma pergunta a uma pessoa cega, evite fazê-lo com gestos, levantando e abaixando a cabeça para dizer sim e mexendo para a direita e para a esquerda para negar ou dizer não, nem aponte algum lugar com seu dedo indicador, lembre-se sempre que a pessoa cega não está vendo seus gestos.
  • Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia com afagos, alimentos, etc.
Fonte: Bengala Legal. 

A importância do pré-natal na saúde ocular da criança

postado em 7 de ago de 2018 19:01 por Tiago Morandi

Rubéola, toxoplasmose e sífilis são algumas doenças que podem contagiar os bebês ainda no ventre da mãe. Para minimizar os riscos e até evitar esse tipo de problema, é importante que as mulheres, durante a gravidez, tenham acompanhamento por meio do exame pré-natal, evitando, assim, problemas de visão da mãe e do filho que vai nascer. É possível encontrar atendimento gratuito nos postos de saúde da rede pública. 


Considerado um direito de toda grávida, o exa - me deve começar nos primeiros três meses de gestação. A unidade de saúde que fará o aten - dimento deve prestar todas as informações a respeito da importância do pré-natal, como ter uma alimentação saudável, higiene pessoal e comportamento sexual. A saúde ocular do bebê precisa ser garantida desde essa fase. 

Segundo dados do Portal Brasil (MS), cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis; e a prevenção é o melhor tratamen - to. A toxoplasmose e a rubéola podem afetar as mães nos três primeiros meses de gravidez, podendo causar cegueira e problemas neuroló - gicos na criança. Durante a formação do feto, pode ocorrer má-formação dos olhos, esse é um dos problemas oculares que tornam essencial o exame pré-natal, pois dessa forma será possível identificar e tratar adequadamente cada doen - ça detectada, para que a criança tenha uma boa saúde ocular.
                                                                     

Outra questão importante é a alimentação da mãe do período de gravidez; o baixo consumo de vitamina A pode causar doenças oculares na criança.

Após o nascimento do bebê, no local onde foi realizado o parto, o médico pinga uma gota de nitrato de prata nos olhos do recém-nascido para prevenção de oftalmia (conjuntivite) gonocócica (causada por bactéria que pode ser transmitida da mãe para o bebê no canal do parto, caso ela esteja infectada). 

A mãe e o profissional de saúde que mantêm contato com o bebê precisam estar atentos ao tamanho, brilho, cor e o aspecto geral dos olhos do recém-nascido. Esse simples ato pode identificar possíveis alterações ou anormalidades. 

Outro cuidado importante, assim que a criança nasce, é a realização do teste do olhinho nos primeiros dias de vida, ainda na maternidade. Dessa forma será possível identificar problemas na visão do nascituro. 

Diabetes e a Visão - Confira os riscos que você pode estar correndo

postado em 31 de jul de 2018 06:18 por Tiago Morandi

Você sabia que 500 novos casos de diabetes são diagnosticados todos os dias no Brasil? Por esses dados alarmantes decidimos ter uma conversa detalhada com você sobre doenças da visão relacionadas ao diabetes. 

Fonte: Revista Veja Bem!

Por que é importante que pessoas com diabetes passem por avaliações regulares com o oftalmologista? 

A retinopatia diabética, por exemplo, é a doença ocular mais comum em pacientes diabéticos. Ela compromete a parede dos vasos sanguíneos da retina, região conhecida como fundo de olho. Quando isso ocorre essa região do olho fica propensa ao surgimento de hemorragia e infiltração de gordura na retina.

Existem dois tipos:

Retinopati a diabética exsudativa - São os casos em que as hemorragias e as gorduras afetam a mácula região da retina responsável pela visão central, usada para leitura.

Retinopati a diabética proliferativa - São os casos em que os vasos sanguíneos da retina se alteram o que ocasiona a proliferação de novos vasos, anormalmente frágeis, que podem causar sangramento. Essa proliferação pode causar graus variáveis de comprometi mento da retina, podendo inclusive levar a cegueira. 

Além da retinopati a, pessoas que sofrem com a Diabetes possuem 40% mais chances de desenvolver glaucoma, que consiste na pressão elevada dos olhos e 60% mais chance de apresentarem catarata, que ocorre quando o cristalino (lente transparente do olho) fica opaco, causando bloqueio da luz.

Prevenção 
Quem sofre com diabetes precisa fazer o exame de fundo de olho ao menos uma vez no ano. Durante a consulta ao oftalmologista, é imprescindível que o paciente explique seu histórico com a doença, isso auxiliará o médico a fazer uma avaliação mais precisa. Controlar glicose, pressão arterial e colesterol são outros cuidados fundamentais para evitar não só os problemas de visão ocasionados pela diabetes, mas quaisquer outras complicações relacionadas à doença. Esse controle é feito com: alimentação saudável, prática de exercícios e uso correto dos medicamentos indicados pelo médico especialista. 

Tratamento 
Assim como na prevenção, a dieta adequada é base fundamental para o tratamento. Também são utilizadas pílulas hipoglicemiantes e insulina, conforme indicação do endocrinologista. Outra alternativa de tratamento é a fotocoagulação por raios laser. Procedimento no qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio laser, na tentativa de prevenir a progressão da Retinopati a Diabética. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados. Por isso, é tão importante a consulta periódica ao oftalmologista.




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